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terça-feira, 5 de julho de 2011

Desânimo...

Isto de tirar a alegria de viver a quem sempre se considerou optimista tem que se lhe diga. Não considero o mundo melhor ou pior do que há uns tempos atrás, apenas tenho menos vontade de vivê-lo... Não considero ter sido mais ou menos vítima de injustiça do que o próximo, nem mais nem menos cruel do que o ser humano comum, não me passa pela cabeça que haja alguma cabala o sentido de me de derrotar, nem sequer alvo de tanta atenção que pudesse, num extremo, dar nisso. Simplesmente a minha cabeça começou a funcionar de maneira diferente. Vê aquilo que via, processa a informação que já processava, mas o resultado e a assimilação é diferente. Os pressupostos mudaram, é certo, consequentemente, tudo mudou.

Gostava de voltar a sentir aquela alegria que me contagiava, a sensação de ter uma referência permanente, a arrogância tão característica da juventude, tão absolutamente essencial para lutar pelo nosso bem estar, pelo melhorar do mundo.

Tanta conversa e não me sinto ninguém, escrevo para mim e publico nem sei porquê, porque em tempos meti na cabeça que assim o faria, então assim o faço. Chega uma altura em que me sinto tão perdida que não só não sei onde anda o norte, como desconfio da sua existência, do propósito da procura, da razão da caminhada.

Tem dias que o sol brilha, tem outros que nem por isso. As saudades que tenho de me sentir a brilhar com o sol  nos dias de verão (...), pois agora faz calor lá fora, mas o inverno aqui persiste.

"Sê fiel a ti própria" ouço-me dizer, mas se já nem sei quem sou...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Bussola, procura-se!

Nem sempre sei o que quero, nem sempre sei o que procuro, o nevoeiro instalou-se, os instintos desvaneceram-se e fico aqui, angustiada, desorientada, perdida.

Perdida pois perdi o meu norte, e quem diz ser fácil de o encontrar é por nunca tê-lo perdido verdadeiramente.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A desilusão

A desilusão é uma consequência quase inevitável da expectativa.
Hoje em dia temos expectativas sobre tudo e todos, no emprego e em casa, acerca de pensamentos e atitudes, sobretudo dos outros.
Como se gere expectativas? Como nos protegemos da desilusão? Da mesma forma que poderíamos nos proteger da tristeza. Se não sentirmos, não entristecemos, mas também não sentimos as alegrias da vida. Esta é a dualidade da vida:
Alegria - Tristeza
Expectativa - Desilusão
Viver/Sentir - Morrer